por Raquel Bueno

Depois de receber minha sentença de morte, Cristo me convidou para ter vida. E Vida em abundância… Eu aceitei.

Parece simples, mas não foi. Primeiro tive que gritar, correr, pular, fugir, machucar, ser machucada. Mas por mais que eu fizesse, não adiantava a sentença era sempre a mesma… MORTE. Aí eu parava um pouco para descansar e refletir onde poderia estar errando. Depois de muito pensar, eu estava “pronta” para recomeçar. Vamos lá… gritar, correr… tudo de novo. Não tem problema. Sou forte, vamos lá! Quem vem comigo? Pobre dos que vieram… Pobres filhos meus… pereceram pelo caminho.

Afinal onde eu errei? Tenho visto e observado suas leis, tenho feito aquilo que me compete fazer. Não! O problema não pode estar em mim, claro que não! É o Senhor, Deus, que não entende as coisas humanas e é insensível. Incapaz de nos compreender. Pronto! Agora vou brigar com Deus e tudo vai se resolver. Briguei e fui derrotada por um silêncio. Mas não um silêncio comum. Era dolorido e me obrigava a rever meus conceitos. Mas eu ainda queria muito discutir com Deus, afinal, ainda tinha razões para isso. Tem coisas que Ele não entende… Afinal, tudo que tenho feito é por amor ao seu nome. Por que então não obtenho resultado satisfatório?

Ah! Quando eu era menina… quantas tolices fiz achando que estava agradando meu Mestre. Claro, as intenções eram boas. Mas não boas o suficiente para entender a vontade do Pai. Essas minhas atitudes me levam a pensar no apóstolo Pedro – quando cortou a orelha de um soldado e quando negou Jesus. Alguém poderia dizer: “Olha, se você morresse agora, com certeza iria para o inferno!” Ele não morreria ainda – e esses acontecimentos não foram em vão – ele apenas não estava preparado para obras maiores. Ainda iria chorar e chorar amargamente. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”” Rm 8:28.

Como eu almejava obras maiores. Como eu queria servir ao meu Senhor. Mas tudo o que eu alcançava eram caminhos tortuosos. Parecia que Deus não me queria por perto. Muitas, mas muitas vezes, sentia que não era amada por Deus. Mas como não se, na verdade, tudo que passei, que sofri, foi exatamente por Ele me amar?

Hoje, como nunca, seu amor é manifesto em minha vida. Me constrange tamanho amor. Não sou digna. “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito. Diz o Senhor.” Zc 4:6

Foi inevitável. Tive que morrer.

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